Compra online salta de 19% para 34%; queda na loja física vai de 32% para 46%

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A mudança no comportamento do consumidor brasileiro já é estatisticamente comprovada. Veja os números e o que os clientes esperam das marcas

Já é possível confirmar estatisticamente o crescimento das compras online no período de crise. O número de pessoas que aumentaram compras online saltou de 19% para 34%. Enquanto isso, o de pessoas que diminuíram compras em lojas físicas passou de 32% para 46%. Os números são da segunda onda do Barômetro Covid-19, realizado pela Kantar Panel.

O mesmo estudo mostra que 72% compram online para economizar tempo e 71% acreditam que o e-commerce é mais conveniente do que ir a lojas físicas. Muitos brasileiros usaram o período de pandemia para fazer suas primeiras compras online:

17% alimentos e bebidas
15% remédios sem prescrição médica
12% cosméticos e produtos de cuidado pessoal
12% serviços
8% roupas e acessórios
7% eletrônicos

Mudança de comportamento

Mas o que os brasileiros esperam das marcas? Com quase 60% da população escolhendo o isolamento social, o estudo mostra que muitos consumidores querem que as marcas tenham um impacto social maior e já estão migrando seu consumo para o digital, o que exige um preparo das empresas para um e-commerce mais robusto.

Facilidade e exemplo

Em tempos de crise, os brasileiros esperam que as empresas sejam mais do que funcionais. De acordo com a segunda onda do Barômetro COVID-19 da Kantar, realizada entre 27 e 31 de março, 28% dos brasileiros querem que as marcas sejam práticas e realistas e ajudem os consumidores no dia a dia (21% na semana anterior). Já 25% deles querem que elas sirvam de exemplo e sejam guias para a mudança (constante nas duas semanas).

“Para atingir esses objetivos, é necessário evoluir o propósito de marca para abraçar o impacto humano e social, além de adaptar sua comunicação para essa nova realidade”, afirma Valkiria Garré, CEO de Insights da Kantar Brasil.

Evolução mais rápida

Já na presença digital, nota-se que alguns hábitos que estavam se desenvolvendo a passos mais lentos, foram acelerados com esse processo – por necessidade – e devem permanecer e fazer parte do novo normal, como, por exemplo, o uso de podcasts, shopvertising e o e-commerce.