"Vai passar, tudo será mais digital e é preciso se reinventar"

paulo correa
O presidente da C&A, Paulo Corrêa, participou da primeira reunião do Lide Ceará em formato de live, liderado pela presidente do Lide no Estado, Emília Buarque Foto: Freepik

"Vai passar, vamos ficar mais 'digital', as empresas vão ter que se reinventar, por que o cliente vai ser diferente e temos que 'grudar' nele para entendê-lo". Assim o presidente da C&A, Paulo Corrêa, resume a nova perspectiva para as empresas e o consumidor pós-novo coronavírus.

O executivo participou da primeira reunião do Lide Ceará em formato de live, liderado pela presidente do Lide no Estado, Emília Buarque, nesta quinta-feira (2).

Também fizeram parte da bancada do debate os empresários Beto Studart, Deusmar Queirós, Edson Queiroz Neto, Ivo Machado e Danísio Barbosa, além de Tony Volpon.

Fortalecimento

Com o olhar otimista, o executivo do megamagazine, que detém uma rede de 300 lojas, antevê que a experiência atual está mostrando que "sairemos fortalecidos", crescendo nas capacidades da companhia, como desenvolvimento e marketing, dentre outras.

Em segundo lugar, completa, existem novas formas de organização que estão surgindo.Esse formato de trabalho virtual tem surpreendido positivamente e destaca como o time C&A adotou essa possibilidade e está sendo produtivo. "Nas dinâmicas de reunião, as pessoas se ouvem melhor. Torna a coisa mais objetiva", observa.

Ainda sobre a experiência da C&A neste momento, Paulo Corrêa ensina: "agora é preciso buscar um conforto com a ambiguidade de energias". Por um lado, ser conservador, duro e, de outro, ser inspirador, visionário, para dar continuidade à retomada do negócio posteriormente.

Consumidor

Pensando no mercado consumidor, ele enxerga uma transformação radical. "A necessidade está levando à adaptação e nessa dimensão o novo normal, pós-crise será um normal cada vez mais digital e mais colaborativo", compartilha. Com isso, lembra que no novo normal o cliente vai estar mais consciente das escolhas e das prioridades. Ou seja, haverá uma repriorização de categorias de consumo.

O empresário Deusmar Queirós, presidente do Conselho de Administração das Farmácias Pague Menos, ressaltou sua preocupação com a segurança financeira das empresas, pela qual os empresários devem continuar a lutar. Disse ainda da necessidade de se conseguir voltar a reduzir o desemprego. A compreensão é de que o consumo das famílias faz a roda da economia girar e isso parte da remuneração do trabalhador.

Equilíbrio

Para o empresário Beto Studart, presidente da BSPAR, há um descasamento político e um impasse nesse momento. "Vejo também que estamos iniciando um problema muito sério, a questão do desemprego.Essa mesma coisa irá acontecer no Brasil e aqui temos perfil de empregado de baixo conhecimento.

"A preocupação é como nós empresários vamos nos posicionar. Vamos desempregar ou segurar esses empregados? Esta é uma responsabilidade muito grande que temos que assumir neste momento. Estamos iniciando um processo de grande dificuldade e precisando de equilíbrio", comentouStudart.

Capacidade de adaptação

O chanceler Edson Queiroz Neto disse entender que "neste momento a única certeza que temos na vida é a da inconstância". Lembrou frase do seu avó,o industrial Edson Queiroz: a crise é a oportunidade que a vida nos dá para mostrarmos nossas capacidades e valor".Portanto, a capacidade de adaptação aflora.