Perdas no varejo sobem, exceto farmácias e supermercados

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O faturamento das drogarias e farmácias saltou 20%, enquanto o dos supermercados e hipermercados avançou 23,1%, afinal comercializam itens essenciais

O impacto sobre a economia a partir do novo coronavírus é inexorável. O mundo está parando em razão de uma necessidade prioritária.Quem retarda a paralisação sofre mais consequências graves para sua população. O primeiro trimestre do ano já será dado como perdido para muitos segmentos e as repercussões vão seguir por mais meses. Basta olhar em volta e ver quem ainda fatura.

O impacto do Covid-19 no varejo brasileiro foi medido pela Cielo até o dia 15 de março. O faturamento nominal do comércio no País caiu 3,8% na primeira semana de março, comparado a fevereiro deste ano. Na segunda semana do mês,em igual comparação, o recuo foi de 6%.

Por segmentos dentro do varejo ocorre o esperado. O faturamento das drogarias e farmácias saltou 20%, enquanto o dos supermercados e hipermercados avançou 23,1% de 9 a 15 de março de 2020 em relação a 11 a17 de março de 2019. O intervalo foi pego para a comparação por não incluir o Carnaval em nenhum dos dois anos.

Retrações

O setor de turismo e transportes percebeu o maior baque, com uma retração de 36,1%, enquanto outros setores dentro do varejo caíram  4,1%. Claramente, com a mobilidade reduzida da população e o impedimento natural de movimentação entre países, os transportes, notadamente a aviação teve que literalmente encolher suas atividades.