Retroárea do cais pesqueiro será cedida partindo de R$ 3,4 mi

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Medindo 11.963 m2, a retroárea do Cais Pesqueiro é destinada exclusivamente para a implantação de uma indústria de beneficiamento de pescados

Está prevista para março a concessão do Terminal Marítimo de Passageiros do Mucuripe, em Fortaleza. Enquanto isso não ocorre, a Companhia Docas do Ceará lançou, nesta sexta-feira (6), o Edital de Licitação destinado à cessão onerosa de área não operacional do Porto de Fortaleza.

Os interessados na retroárea do Cais Pesqueiro, localizado na capital cearense, devem anexar suas propostas e  documentos de habilitação exigidos pelo instrumento convocatório até às 8h30 do próximo dia 27 de março, na plataforma de Licitações do Banco do Brasil (Licitações-e). O lance mínimo será de R$ 3,4 milhões e o uso por 20 anos.

Medindo 11.963 m2, a retroárea do Cais Pesqueiro é destinada exclusivamente para a implantação de uma indústria de beneficiamento de pescados, conforme o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Fortaleza. O pregoeiro oficial deste processo (Pregão Eletrônico 008/2020), assessorado pela diretoria comercial da Companhia Docas do Ceará, fará a análise das propostas recebidas tão logo seja encerrado o prazo.

No tocante ao Edital de Licitação da retroárea do Cais Pesqueiro, as empresas interessadas deverão obedecer as exigências de classificação em relação ao valor mínimo, bem como apresentar um Plano Básico de Implantação (PBI), que prevê, entre outras coisas, a estimativa de produção e estudos ambientais. Após a declaração do vencedor e a homologação da licitação, a empresa assinará o contrato e terá até 30 dias para tomar posse e cumprir o cronograma aprovado.

De acordo com a diretora-presidente da CDC, Mayhara Chaves, a retroárea do Cais Pesqueiro de Fortaleza estava inativa há vários anos devido uma disputa judicial que no ano passado deu ganho de causa para esta autoridade portuária. “Este é mais um passo importante dado pela diretoria da Companhia Docas do Ceará, que injetará recursos no seu caixa para melhorar, cada vez mais, a infraestrutura do porto e atrair novas cargas a serem
movimentadas”.